Pular para o conteúdo principal

Qualidade na Investigação - Parte 2

Dando sequência ao que dissemos sobre a qualidade da investigação influenciando diretamente no resultado ou no sucesso da remediação (incluindo seu custo), vejam uma nova resposta colocada no Fórum já citado:
Agora é um profissional com muita experiência de campo, operando equipamentos de sondagem e de "Direct Image", como MIP, HPT, LIF, etc. Palavras dele:

"I've only been in the groundwater industry for little over 5 years but have had the unique opportunity of working as a Geoprobe operator, direct-sensing operator (MIP, FFD, HPT, and EC), and GIS analyst on over 100 sites for dozens of consultants ranging in size from one-man shows to international firms. Time and again we mobe to sites that have some sort of remedial design implemented only to find that the previous work completely missed the mark - often costing the client millions - due to inadequate characterization.

I've been to many sites that rely on a few dozen monitor wells with 10-ft screen intervals to guide remedial design. Often times these wells cross both silt and sand units with the silt containing more contaminant mass which is diluted in the sample by the higher yielding sands. Push the MIP right next to the well to find higher concentrations in the silt and discover that your well is useless -- we come across this all the time! (Grifo meu)

Unfortunately, many competent consultants are pushed to remediation by a client who wants to see those concentrations drop. Meanwhile, a few more days of characterization at a fraction of the cost of remediation - especially when the remedial design is faulty - could produce much more satisfactory results."


Um profissional com essa experiência relatou algo que muitos de nós, intuitivamente, sabemos: poços de 3 m de filtro, com seção filtrante plena, não servem para monitorar fase dissolvida. Com esse instrumento, não é possível saber onde está a fonte e/ou por onde a contaminação caminha. O poço deve ser adequadamente construído e NO LUGAR CERTO. Como saber qual é esse lugar? AS ferramentas estão aí: da Geotecnia, temos: DPSH, CPT, CPTu, RCPT, SPT-T. Dos artigos da EPA temos MIP, HPT, EC, LIFs, entre outros. Do bom senso temos: poços multiníveis, amostrages rápidas via Direct Push, sondagerns exploratórias, e por aí vai...


Um segundo ponto ressaltado por ele é o seguinte: "...And I must second Robert's point about sending inexperienced staff into the field while their boss attempts to run the project from his/her desk. I can't tell you how many hold-ups we've had while the staffer spends countless hours on the phone to the boss trying to relay info and come up with the next move -- it can be absolutely agonizing!"


Essa é a prática corrente no Brasil, hoje: em geral, quem vai para o campo é um profissional com menos qualificação e menos experiência. Quando o profissional "sobe", ele deixa o campo e é "promovido" para o escritório. Segundo o autor, isso contibui muito para uma investigação de má qualidade, que, todos concordam, gera uma remediação com grande chance de dar errado e/ou custar mais.


Precisamos caminhar para uma maior qualidade nos estudos ambientais, pois o mercado está em crescimento, como pode ser visto nessa matéria muito interessante:




Marcos Tanaka Riyis
ECD Sondagens Ambientais Ltda
www.ecdambiental.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Power Probe da ECD em Cubatão

Essa semana a Power Probe da ECD está realizando um trabalho em Cubatão. Como todos que trabalham com Investigação Geoambiental sabem, na região de Cubatão, o nível de água costuma ser raso e o solo é muito arenoso ou orgânico, típico de mangue. O trabalho realizado pela ECD era coletar amostras de solo com liner (via Direct Push) a até 5,0 m de profundidade. O nível de água do site era cerca de 0,5 m. Pode-se imaginar a dificuldade do trabalho.
A equipe de Investigação Geoambiental da ECD foi ao local com a Power Probe, recém adquirida da AMS  Inc, fábrica dos EUA. A única forma de obter amostras representativas era utilizando a ferramenta Piston Sampler. Alguns leitores podem perguntar o porquê dessa afirmação. Vamos tentar responder: Se o solo é muito arenoso ou com nível de água muito raso, a tendência é que o furo de sondagem desmorone, ou seja, caso seja utilizada a metodologia tradicional (Single Tube, Macro Core ou Open Hole, todas as definições para amostragem com o furo abe…

Novo Equipamento da ECD - Sonda Hollow Stem Auger no Trator

No início de fevereiro de 2010, a ECD colocou em funcionamento seu 4o equipamento mecanizado:
Depois de 2 Sondas Hollow Stem Auger montadas sobre caminhão e 1 Sonda Hidráulica Portátil, agora a ECD dispõe de um Trator como plataforma para uma Sonda Hidráulica Hollow Stem Auger. Além disso, ele ainda dispõe de um martelete hidráulico de alta capacidade acoplado, permitindo amostragem de solo contínua tipo "Dual Tube", ou concomitante com a sondagem com os Trados Ocos (Hollows), ou ainda a instalação de poços de monitoramento pré-montados (pre-packed).
A grande vantagem desse equipamento é a versatilidade de sites que ele pode trabalhar, pois existe muito pouca restrição ao seu acesso. Até agora ele trabalhou em um site que o caminhão não entrava devido ao pouco espaço e em um site onde foi preciso acionar a sua tração 4 x 4, por causa de um declive acentuado e um precário acesso em terra em um dia chuvoso. Graças à plataforma ser um trator traçado, o serviço foi executado.
Essa …

Sondagem Mecanizada é Cara?

Frequentemente os clientes entram em contato conosco na ECD e nos pedem alguma proposta para sondagem e instalação de poços de monitoramento. Em geral, sugiro o uso de algum equipamento mecanizado, com as dimensões compatíveis com o acesso ao local e ao escopo que o cliente precisa. Pode ser alguma das nossas sondas sobre caminhão, a nossa sonda sobre Trator ou a nossa sonda hidráulica portátil.
Muitas vezes, o cliente pergunta se não temos Trado Manual. Respondo que não, nossos equipamentos portáteis, por enquanto, são a sonda hidráulica portátil e os Trados Mecanizados ou Hidráulicos. Esses últimos para áreas com dificuldade de acesso para os outros equipamentos. Pergunto se ele prefere esses equipamentos portáteis por questões de acesso e, em geral, o cliente diz que prefere o Trado por questões de preço.
Sem entrar no mérito de preço x qualidade, pois sabemos que muitas vezes o orçamento disponível é muito restrito e o uso do Trado é a única alternativa, vamos contar uma breve his…